Boletos com depósitos para Collor estavam em escritório do doleiro preso.
Como senador tem foro privilegiado, só STF pode analisar documentos
O juiz Sérgio Moro, da 13ª Vara da Justiça Federal do Paraná, enviou nesta quinta-feira (3) ao Supremo Tribunal Federal (STF) documentos colhidos na Operação Lava Jato, da Polícia Federal, que indicam possível envolvimento do senador Fernando Collor (PTB-AL) com o doleiro Alberto Youssef. O parlamentar nega ter relações com o doleiro (leia ao final desta reportagem).
Os dados foram remetidos ao gabinete do ministro Teori Zavascki, relator de ações penais e inquéritos provenientes da operação da PF, que investiga um esquema de lavagem de dinheiro chefiado por Youssef que teria movimentado cerca de R$ 10 bilhões.
saiba mais
Como na condição de senador Collor possui foro privilegiado, somente o Supremo Tribunal Federal (STF) pode analisar as provas e eventualmente abrir inquérito específico para apurar eventual cometimento de crimes.
Em maio, Sergio Moro já havia enviado ofícioao ministro Teori Zavascki, do Supremo, informando sobre a apreensão, pela Polícia Federal, de oito comprovantes de depósitos bancários no escritório de Youssef que tiveram Fernando Collor como beneficiário.
No ofício enviado na ocasião, o magistrado ressalvou que não havia “qualquer indício do envolvimento do referido parlamentar nos crimes” referentes à Operação Lava Jato.
Collor nega
Quando surgiram as notícias de suposto envolvimento de Collor com Youssef, o senador fez umpronunciamento na tribuna do Senado para negar qualquer relação com o doleiro. (G1)
Nenhum comentário:
Postar um comentário