sábado, 9 de junho de 2018

Judiciário abre III Semana Estadual de Valorização da Mulher

Com a presença do presidente do Tribunal de Justiça do Maranhão, desembargador Joaquim Figueiredo, foi aberta nesta sexta-feira (8) a III Semana Estadual da Mulher, promovida pela Coordenadoria Estadual da Mulher em Situação de Violência Doméstica e Familiar do TJMA (Cemulher), que tem como presidente a desembargadora Angela Salazar.
A solenidade de abertura ocorreu no Fórum de São Luís, com a presença dos desembargadores Jorge Rachid e Raimundo Barros, do presidente da Associação dos Magistrados do Maranhão, juiz Ângelo Santos, de magistrados, procuradores, advogados, servidores, entre outros. O evento tem o apoio da Escola Superior da Magistratura, Corregedoria Geral da Justiça e Associação dos Magistrados.
Em seu pronunciamento, o presidente do TJMA, desembargador Joaquim Figueiredo disse que a luta das mulheres pelos seus direitos têm natureza universal com esforços coletivos de todos que se preocupam com os direitos humanos. Segundo ele, nenhum ser humano sofreu tanta opressão e violência em tão longo tempo como as mulheres, numa feroz exclusão do gozo das mais básicas 
A presidente da Cemulher, desembargadora Angela Salazar, afirmou que a desigualdade entre os gêneros ainda permanece, uma vez que a discriminação contra as mulheres e sua posição de subordinação são visíveis e se refletem nas relações individualizadas, no ideário do patriarcado, que reserva ao homem a função de líder no espaço público e chefe no espaço privado, e na cultura do machismo e seus valores misógenos, internalizados no cotidiano.
“O poder e a violência da cultura patriarcal na construção e naturalização de hierarquias e desigualdades de gênero, promovem o assédio moral e sexual, estupros, assassinatos de mulheres, feminicídios, violência doméstica e restringe o direito de expressão e participação política das mulheres”, ressaltou a desembargadora expressando sua indignação com o expressivo quantitativo de mulheres vítimas de estupros, assassinatos, feminicídios e outros tipos de violência.
A magistrada ressaltou que o tempo agora é de passarmos da discussão teórica para a ação e transformação. “Isto é algo que todos nós podemos fazer, só depende de nós”, enfatizou.
CAMPANHA – Na ocasião, ocorreu o lançamento da campanha “TodosporElas” – inspirada no movimento criado pela ONU mulheres, denominado “HeforShe” – e do livro ‘Violência de Gênero contra a Mulher: Estudos, Contextos e Reflexões’, que reúne artigos de autoria de magistrados, advogados, psicólogos e assistentes sociais.

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