
A ação cumpriu 8 mandados de busca e apreensão e 6 mandados de prisão temporária, estes últimos nas cidades de São Luís, no Maranhão, e Parnaíba, no Piauí. As medidas foram executadas também em Barreirinhas e Tutóia, no Maranhão, por determinação da 2ª Vara Federal Criminal da Seção Judiciária do Maranhão, com base em investigação conduzida pela Polícia Federal. Ao todo, 32 policiais federais participaram da operação.
As investigações apontam a atuação de um grupo estruturado que utilizava sistemas oficiais para inserir vínculos empregatícios inexistentes, criando uma base falsa para viabilizar a concessão de benefícios previdenciários. O esquema teria contado com a participação de contadores, além de intermediários responsáveis por atrair interessados e profissionais que atuariam para facilitar a liberação dos benefícios.
A ação dá continuidade a um trabalho iniciado em julho de 2025, quando já havia sido identificada a inserção de dados falsos em sistemas usados para envio de informações trabalhistas e previdenciárias. Nesta etapa, a Polícia Federal avançou sobre novos envolvidos, incluindo participantes que atuariam na captação de interessados e na viabilização dos benefícios irregulares.

Levantamento da área de inteligência da Previdência aponta que, até o momento, pelo menos 50 benefícios concedidos de forma irregular já foram identificados, gerando prejuízo estimado em R$ 4,6 milhões. A expectativa é que, com a suspensão desses pagamentos, o impacto aos cofres públicos deixe de crescer ao longo do tempo.
Além das prisões e buscas, a Justiça autorizou a quebra de sigilos bancário e fiscal dos investigados, bem como o bloqueio de valores e o arresto de bens, com o objetivo de garantir eventual ressarcimento.
Os investigados poderão responder por crimes como estelionato contra o INSS, associação criminosa, falsificação de documento público, falsidade ideológica, inserção de dados falsos em sistema de informações e lavagem de dinheiro.
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