O ex-presidente da República Fernando Collor de Mello, de 75 anos, foi preso na madrugada desta sexta-feira (25), em Maceió (AL), após determinação do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes. A ordem foi expedida na quinta-feira (24), após a Corte rejeitar o último recurso apresentado pela defesa do ex-senador.
Collor foi condenado a 8 anos e 10 meses de reclusão pelos crimes de corrupção passiva, lavagem de dinheiro e associação criminosa, em processo derivado da Operação Lava Jato. De acordo com a defesa, ele foi detido por volta das 4h, quando se preparava para viajar a Brasília, onde pretendia se apresentar espontaneamente à Justiça.
Atualmente, o ex-presidente está custodiado na Superintendência da Polícia Federal em Alagoas. A equipe jurídica informou que acompanha o caso e avalia os próximos passos.
A decisão de Moraes também rejeitou os embargos de declaração da defesa, que buscava reduzir a pena com base em divergências nos votos dos ministros do STF. O relator considerou que os argumentos apresentados já haviam sido analisados e rejeitados anteriormente, caracterizando, segundo ele, uma tentativa de protelar a execução da pena.
Collor foi denunciado pela Procuradoria-Geral da República em 2015, quando ainda ocupava uma cadeira no Senado. Segundo o Ministério Público, ele teria recebido ao menos R$ 20 milhões em propina para beneficiar a UTC Engenharia em contratos com a BR Distribuidora, subsidiária da Petrobras à época. Os repasses teriam ocorrido entre 2010 e 2014, período em que o então parlamentar também teria influenciado diretamente na escolha de diretores da estatal.
O político alagoano, que deixou o Congresso Nacional em 2022, volta a enfrentar a Justiça 33 anos após o processo de impeachment que encerrou seu mandato presidencial em 1992.
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