quinta-feira, 28 de agosto de 2014

MPF, MPMA e parceiros atuam juntos para melhoria do transporte escolar no Maranhão

Essa é a realidade de muitas prefeituras do interior do Maranhão
O Ministério Público Federal, o Ministério Público Estadual, a Controladoria Geral da União (CGU), o Ministério Público de Contas e a Polícia Federal estão realizando uma auditoria no transporte escolar em cinco municípios maranhenses, são eles: Cachoeira Grande, Lago da Pedra, São João do Sóter, Miranda do Norte e Presidente Vargas. Na manhã desta quinta-feira (28), na sede da Procuradoria Geral de Justiça, foram apresentados os resultados preliminares dessa auditoria, conhecida como operação "Dia T – Pau de Arara", iniciada na última segunda-feira, 25 de agosto, e que se estende até a próxima sexta-feira, 29.
A fiscalização está sendo realizada por promotores de justiça e auditores da CGU. Eles avaliam as condições de segurança dos veículos, a qualidade do serviço, o cumprimento das rotas e também as despesas executadas com a prestação do transporte escolar.
A abrangência dos trabalhos nos cinco municípios é referente aos anos de 2013 e 2014, no valor de R$ 9.002.939,62 milhões. Para investigar a situação do transporte escolar, foram ouvidos alunos, motoristas, representantes das empresas contratadas, além da inspeção dos veículos, documentos e contratos de licitação.
Em relação à segurança dos estudantes, foram detectados veículos e motoristas sem documentação e automóveis deteriorados. Também foram descobertos vícios nos processos de licitação, empresas de fachada, sem veículos próprios ou com veículos irregulares, sublocação integral dos contratos, superfaturamento e abastecimento dos veículos pelas próprias prefeituras, mesmo quando o contrato prevê essa obrigação para as empresas. "Há casos, ainda, de empresas contratadas que não prestam o serviço, deixando as crianças sem acesso às escolas", afirma o chefe da CGU no Maranhão, Francisco Alves Moreira.
A procuradora-chefe da Procuradoria da República no Maranhão, Carolina da Hora, enfatizou que foram constatadas uma série de ilegalidades, classificadas por ela de "condutas duvidosas". "Um exemplo é quando o gestor municipal resolve licitar o serviço de transporte escolar. O gasto com a locação é maior do que a compra de veículos novos".
Ainda segundo Carolina da Hora, a participação da sociedade é fundamental para coibir a prática irregular de transporte escolar, no sentido de denunciar essa prática aos órgãos competentes. "O cidadão deve se unir à nós, pois ele tem, verdadeiramente, o poder e a capacidade de fiscalizar como está sendo a prestação do serviço público e cobrar dos seus gestores," concluiu.

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